PELA PRIMEIRA VEZ EM MAIS DE 20 ANOS DIANÓPOLIS TEM CANDIDATURA ÚNICA À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA | E O NOME É ANDRÉ CAVALARI

André Cavalari coloca seu nome à disposição do eleitorado e propõe ampliar o debate sobre a representação do Sudeste tocantinense

A eleição para a Assembleia Legislativa do Tocantins terá um cenário inédito em Dianópolis. Depois de mais de duas décadas, o município conta com apenas um candidato local oficialmente lançado para disputar uma cadeira no Parlamento estadual: André Cavalari, de 35 anos, fisioterapeuta, servidor público concursado, ex-vereador e ex-diretor do Hospital de Dianópolis.

Mais do que uma candidatura individual, o momento abre uma discussão que envolve todo o Sudeste tocantinense: qual é a importância de eleger representantes que conheçam diretamente a realidade da região?

Durante as últimas eleições, municípios do Sudeste apoiaram diferentes candidaturas, muitas delas de outras regiões do Estado. Com apenas um nome de Dianópolis na disputa, surge uma nova possibilidade: concentrar esforços em torno de uma candidatura local e ampliar as chances de a região ocupar espaço na Assembleia Legislativa.

André Cavalari decidiu manter sua candidatura mesmo diante da escolha de parte das lideranças políticas locais por nomes de outras regiões. Para ele, respeitar as diferentes decisões não impede que a população reflita sobre os resultados dessas escolhas.

“Respeito a decisão de cada liderança e cada projeto político escolhido, mas não posso deixar de dizer o que penso. Se nós, que conhecemos a realidade do Sudeste, continuarmos evitando a disputa e escolhendo representantes de outras regiões porque isso parece mais fácil, vamos continuar repetindo os resultados do passado”, afirma.

Segundo Cavalari, a população reivindica renovação política, desenvolvimento regional e mais oportunidades para a juventude. Ele também destaca a ausência atual de um parlamentar diretamente ligado ao Sudeste na Assembleia Legislativa.

“Hoje temos a Assembleia Legislativa, a casa dos deputados, que leva o nome do saudoso deputado João D’Abreu, representante do Sudeste, mas não temos atualmente alguém da nossa região ocupando esse espaço”, declara.

Uma escolha que ultrapassa os limites de Dianópolis

O Sudeste do Tocantins reúne municípios com características e necessidades próprias. Saúde, infraestrutura, educação, turismo, produção rural e desenvolvimento econômico estão entre as áreas que exigem atenção permanente do poder público.

Para André, ter uma representação regional significa levar essas pautas diretamente aos espaços onde são debatidos os investimentos e as prioridades do Estado.

“O Sudeste tem uma realidade própria, reúne algumas das cidades mais antigas e tradicionais do Tocantins e precisa estar presente nas discussões que definem as prioridades do Estado. Nossa região tem história, tem potencial e precisa decidir de que forma quer ser representada”, afirma.

A candidatura única de Dianópolis também modifica o cenário eleitoral dentro do município. Em eleições anteriores, a divisão dos votos entre três ou quatro candidatos locais dificultou a eleição de um representante do Sudeste. Agora, com apenas um nome da cidade na disputa, a possibilidade de construir uma candidatura regionalmente competitiva passa a ser mais concreta.

Cavalari afirma, no entanto, que não pretende se apresentar como dono da representação do Sudeste, mas como uma alternativa para que a população participe do debate.

“Não quero ser apenas o candidato de Dianópolis ou do Sudeste. Quero que a região discuta o seu futuro, conheça minha história, avalie o que já fiz por nossa cidade e reflita sobre a importância de ocupar os espaços onde as decisões são tomadas. As lideranças têm seu papel, mas, no fim, quem decide é a população”, afirma.

O futuro da região também passa pelas urnas

A escolha eleitoral será feita por cada cidadão, de acordo com suas convicções, prioridades e avaliação dos candidatos. Ainda assim, o cenário atual convida a uma reflexão: o Sudeste continuará apoiando principalmente representantes de outras regiões ou avaliará a possibilidade de eleger alguém diretamente ligado à sua realidade?

A resposta estará nas urnas. Antes disso, cabe ao eleitor conhecer a trajetória dos candidatos, analisar suas propostas e decidir que tipo de representação deseja para Dianópolis e para todo o Sudeste tocantinense.